quinta-feira, 8 de agosto de 2013

LEVÍTICOS 11 - LEIS DE SAÚDE OU DE CARÁTER CERIMONIAL?



LEIS DE SAÚDE: UM GRANDE ERRO DE INTERPRETAÇÃO (TÍTULO ORIGINAL)

SEGUNDA PARTE


Então de onde surgiu a idéia de separar e interpretar Lev 11, como se fosse referente a leis sobre saúde?

Acertou; ela mesma, a papisa do adventismo: Ellen G. White e isso a partir da sua “grande visão” de 1863. 


Primeiro, ela fez advertência sobre a carne de porco (claro, depois que os Haskell estavam promovendo a abstinência dessa carne há cinco anos em outras igrejas), o curioso sobre isso, é que a própria Sra. White solicitou OSTRAS em 1882, numa carta à sua nora (Mensageira do senhor  pg 315-316). Mais tarde, em 1890, ela relata que essa distinção entre limpo e imundo não era meramente cerimonial, mas tinha princípios de saúde.

Ellen White e as bases de sua interpretação:

Deduziu ela, que Noé recebeu permissão para comer somente os animais “limpos” da arca, baseando-se em Gên 9:2-3;                 e também porque, segundo ela, “TODA A ERVA VERDE TINHA SIDO DESTRUÍDA” (Patriarcas e profetas pg. 107) 

Ela afirmou que após o dilúvio, não havia mais vegetais – nenhum tipo de vegetais comestíveis... Mas quem lê atentamente Gênesis, vê claramente que Deus NUNCA DISSE  que destruiria toda a erva verde (vegetais). Deus destruiu TODA CARNE, TUDO O QUE SE MOVIA, QUE HAVIA FÔLEGO DE VIDA EM SUAS NARINAS, AVES, ANIMAIS, HOMEM, RÉPTEIS, ENXAMES DE CRIATURAS, SELVAGENS OU DOMÉSTICOS. (Gen 6:7 e13;  7:21-23). 



O contexto é claro: Deus em momento algum, falou em destruir as plantas, mas somente os animais e a prova disso e queDeus não mandou Noé levar mudas de plantas para a arca...


Se todos os animais e vegetais tinham sido destruídos, e Noé e sua família comeriam apenas os “animais limpos”, pergunta-se:O quê todos os animais herbívoros, assim que saíram da arca, comeriam para viver? 




Deus mandou Noé e sua família sair da arca e também os animais, para que TODOS povoassem e enchessem a terra, (Gen. 8:15-19); como iriam povoar toda a terra, se nela não havia mais comida? Se, sobrou alguma, essa estava ali, na arca. Mas ali eles não podiam ficar, tinham de sair, multiplicar e povoar a terra. 


A Sra. White disse que toda erva verde (vegetais comestíveis) tinha acabado e assim o homem teria de comer carne. Mas que HOMEM?  A raça humana foi varrida da face da terra, só sobrou Noé e sua família, e ele continuou lavrador (Gen. 9:20) e daí surge a segunda questão:             Lavrar o que se tudo foi destruído; assim como afirma EGW.  

Não se lê nem sequer um relato na Bíblia, desde o fim do dilúvio com Noé; dizendo que deviam comer animais porque não havia mais vegetais.  E olha quanto tempo se passou de Noé até Moisés! 





Ellen White se baseou em Gen.9:3 para afirmar o que afirmou. Mas a Bíblia não diz que o homem passou a comer carne “porque acabaram os vegetais”. Isso é pura dedução e interpretação equivocada.Era um atributo da Aliança que Deus fez com Noé.


E também cabe aqui uma outra pergunta: Se não havia mais vegetais - erva verde - comestíveis ou não, como a pomba que Noé soltou, voltou com uma folha verde (nova) de oliveira no bico? 


Se tinha oliveira, (yes! Temos azeitonas) assim tinham outras plantas e árvores também, oras. 

Que os vegetais morreram no dilúvio, parece óbvio, mas assim que as águas baixaram, eles voltaram a germinar. 


A pomba não voltou com uma pedrinha, ou graveto seco no bico (e isso também indicaria que as águas tinham baixado). 


Se Deus realmente autorizou o homem a comer carne depois do dilúvio “porque toda erva verde havia desaparecido”, por que Deus não enviou um mandamento para o homem abandonar a carne, assim que a erva verde se refez?

Séculos depois do dilúvio, na Bíblia ninguém; nem mesmo Jesus Cristo mandou o homem largar a carne; e Ele mesmo se alimentava de carnes (Lc 24:40-43, MC14:12-16, MT26:17-19, Lc 22:7-13)  E mesmo subtendendo que era para noé e sua família comerem só os “limpos”, o texto não fala que o motivo era de saúde. A Bíblia não aponta para essa afirmação da Sra. White. 

                                                                       
E falando de Noé, os adventistas alegam que a lei sobre animais limpos e imundos surgiu antes da legislação Mosaica, antes do dilúvio, assim, tal lei não seria exclusiva para a Nação de Israel. 








Bom, se for assim, o sábado então era exclusivo da Nação de Israel, pois desde o Gênesis até o Sinai (com Moisés), não há lei alguma mandando homem algum guardar sábado: Isso só surgiu depois, na legislação Mosaica, quando tal imposição apareceu.                                                                                                                                                             



A Sra. White também citou o caso da mãe de Sansão, onde um anjo lhe advertiu para não comer “coisa imunda” baseando-se em Juízes 13:1-14. (Patriarcas e Profetas pg. 562) mas a verdade é que sansão seria NAZIREU DESDE O VENTRE.(Juz 13:7) 


Nazireu era um voto ESPECIAL  de santidade; seria uma pessoa prometida/separada (Num 6:1-21). Se a orientação era questão de saúde, por que a mãe de João batista e de outros heróis da fé, não receberam tal recomendação? Se foi para a “saúde” assim como alegam os ASD, deveria ser para a saúde de todos, não? (leia Lucas 1:13-15) 


Ela também diz que o povo judeu tinha grande vitalidade e saúde, devido em parte, a sua alimentação “limpa”. Mas muitos povos como os gauleses, gregos, romanos tinham tanta ou mais vitalidade que o povo judeu, e comiam muitos javalis... 


Aliás, os povos “imundos” comedores de porcos e outras “imundícias”, estão aí, desde o princípio, “vivinhos da silva”, tanto quanto judeus e adventistas. E sobre esse assunto, muitos adventistas afirmam que seu regime alimentar “limpo” faz deles um dos grupos de pessoas que mais vive...


Nós retrucamos: Então eles são os campeões de longevidade? Sério; eles são os nº. 1 em longevidade?   Se forem, eles e os judeus que seguem a tal “lei de saúde”, deveriam também ser os campeões de saúde física e mental, quebrando todos e quaisquer recordes em todos os esportes e vivendo mais do qualquer outro ser humano na terra!

Isso não passa de uma mentira: Na verdade, é o Japão o grande campeão recordista em longevidade com mais de 36.000 pessoas centenárias e há 1500 japoneses com mais de 105 anos (Revista Veja edição 2123 - ano 42 nº 30 julho 2009). 


Churrasquinho de cobra


Pergunto: os japoneses seguem a “lei de saúde”?Alguém já deu uma olhadinha na dieta alimentar deles? Não precisamos falar mais nada...
            


                                                                     



Outro grande equívoco de EGW, foi afirmar que a passagem de Lev 15:4-12, onde falava sobre os procedimentos quanto a um homem que tinha fluxo seminal, se tratava de procedimentos de higiene, para evitar a “doença contagiosa”  (A ciência do bom viver pg 277 e 278) . Ela explica essa passagem, como se os judeus realizassem todos aqueles cuidados, para evitar doenças!   Mas a Bíblia é muito clara!!! 




Não precisa ser gênio, para ver que o capt 15, trata sobre as “imundícias” do homem e da mulher sendo que em momento algum, é dito que quem tocasse no homem, ou em algum objeto o qual ele tocou, PEGARIA  A DOENÇA, TERIA  A MOLÉSTIA OU A ENFERMIDADE.                     


A passagem mostra claramente que a única conseqüência era a mesma de sempre: ficava “imundo” até o fim do dia (até a tarde, pôr-do-sol). E logo após, nos versos seguintes, (Lev 15:16) é dito que o esperma era imundo, o verso começa com: “também” o homem, quando se der com ele emissão de sêmem...” a palavra “também” indica que o caso doesperma, está dentro do mesmo contexto do caso do homem com fluxo, o qual a Sra. White disse que era questão de higiene. 






Mas será que um homem que toca seu próprio sêmem fica doente? E logo depois vemos um casal que fizesse amor e o homem ejaculasse, ficariam “imundos” até a tarde (Lev 15:18), e quem tocasse na mulher estando ela menstruadaidem...

E os procedimentos eram  os mesmos referentes à menstruação da mulher, nos versos 19 a 23.  Menstruação não é doença contagiosa e os judeus sabiam disso, a menstruação era classificada como o “Líquido costumado do corpo da mulher”. Todos os procedimentos citados em Lev. 15, eram cuidados para evitar a impureza ritual e não questão de saúde.  

Por acaso os pastores adventistas ensinam que, fazer amor com a esposa e ejacular, faz mal à saúde do casal? Nos livretos de ensino dos adventistas, tipo: Ouvindo a voz de Deus, Levíticos 15, nem consta como lei de saúde... Por que será? 


Aliás; sabemos que a urina e principalmente as fezes, podem transmitir doenças e infecções graves; e não vemos em parte alguma da “Lei de saúde”, a advertência para ninguém tocar em fezes e ou, que  eram IMUNDAS. Pelo jeito, quem tocasse em fezes não ficava “imundo”, pois a Lei não diz que ficava. Veja : em Deut. 23: 9-14 (referente à Lev 15:16), quem expelisse esperma, ficava “imundo”, mas quem expelisse fezes, não ficava “imundo”. Então esperma transmitia doença, e fezes não???


Ellen White  tirou  o texto do contexto! Não podemos isolar Levíticos 11 e tira-lo de seu real sentido! O tema sobre “ficar imundo” em Lev 11, é o mesmo de Lev-12, 13, 14, 15, e todas as outras passagens do Pentateuco onde se fala do mesmo assunto. 


Devemos compara-lo com todas as outras passagens do Pentateuco onde fala sobre “ficar  imundo”. Até mesmo porque, Lev-11,12,13,14, 15,  não existe, o que existe na verdade é uma grande relação de leis, (que nós chamamos de Lev-11 ao 15) onde  principalmente aparecem várias maneiras de se ficar imundo, ritualmente falando.

domingo, 4 de agosto de 2013

SANTIDADE SE BASEIA EM COMER OU NÃO CERTOS ALIMENTOS?

LEIS DE SAÚDE: UM GRANDE ERRO DE INTERPRETAÇÃO (TÍTULO ORIGINAL)

PRIMEIRA PARTE

“Não coma, é imundo...”
Mas afinal de contas, o que é uma “coisa imunda”? E o que é “ficar imundo”? Para nós, (homem moderno) uma coisa imunda é algo sanitariamente sujo; cheio de germes, bactérias, fezes,vômito, algo podre, com larvas, e etc.
O fato da palavra “imundo” estar presente em qualquer frase, é o que leva nós, cidadãos do século 21, automaticamente a pensar em sujeira ou qualquer coisa contrária à higiene e a saúde.  
Mas a bíblia não classifica assim.  Ficar imundo, no contexto Bíblico do Pentateuco era ficar ritualmente sujo. 
Neste artigo analisaremos o contexto do Pentateuco no que se refere às coisas imundas, às ditas “imundícias”...

Diversas coisas tornavam a pessoa impura ou “imunda”.                   
Eram elas: sangue, comida proibida, animais mortos, menstruação, corrimento, sêmen, defunto, ossos humanos, lepra eaté mesmo objetos contaminados (os quais uma pessoa imunda ou coisa imunda os tocou). 


E dependendo do “grau” da imundícia (por assim dizer), a pessoa estaria limpa ao pôr-do-sol, (até a tarde) ou tinha que tomar um banho e ainda assim, só estaria limpa ao pôr-do-sol, ou a  pessoa “contaminada” ficava imunda sete dias e ainda por cima tinha que passar por uma cerimônia de purificação.

O ritual variava com o “grau” ou intensidade da impureza - da “imundícia”. Por exemplo: quem tocasse ou comesse um animal morto (Lev 11) ficava imundo até o pôr-do-sol; mas quem tocasse em uma pessoa morta, ficava imundo 7 dias.

Nem em Levíticos 11, (nem em toda Bíblia) nunca foi dito que quem comesse ou só tocasse um animal imundo, ficaria doente, teria enfermidades, moléstias, ou morreria... 

Nós vemos claramente que quem comesse ou só tocasse um animal morto (imundo) ficava imundo só até o fim de tarde. (será que o vírus da doença tinha horário à cumprir? Ao pôr-do- sol ele saía?)  

Analisemos a seguinte situação: Meu animal de estimação morreu as 17:43 e as 17:45 toquei no seu cadáver; fiquei então “imundo”, sujo, contaminado... Fiquei doente ? Minha saúde ficou prejudicada? Bom, se ficou, foi só por 1 minuto, pois o sol se pôs às 17:46.... 


Basta compararmos os textos onde são relacionadas as imundícias e suas conseqüências, que veremos o verdadeiro sentido da coisa. Exemplos:

Lev 11:30-33   compare com............................Lev 15:4-5 – (até objetos)

Lev 11:39-40     compare com..........................Lev 15:7 e 15:19

Lev 11:35          compare com.........................Lev 15:12 

Lev 11:31          compare com........................Lev 14:46 

Lev 11:40          compare com........................Lev 15:21-23

Lev 11:43-44      compare com........................Lev 14:36  lev 15:31-32 (contaminação)

Leiam e analisem outros exemplos: Lev 5:2-3  Lev 7:20-21 ,  Lev 22:3-8 (posto o sol),  Deut 23:9-11(emissão de sêmen, polução noturna, e pôr do sol),  Num 9:6-11 ,  Lev 21:1-4  ,   Num 19:1-22 .

Analisando o contexto geral sobre essas ditas “imundícies”, vemos que em diversos casos, a conseqüência, é sempre a mesma:                 O indivíduo ficava “imundo” (impuro) quase sempre até o pôr do sol. (Tudo dependia do “grau” da imundícia) Note que quem tocava uma mulher menstruada ou tocava (ou comia) um animal morto, o resultado era o mesmo:
“Sujo” (imundo) até o pôr-do-sol.

Os animais que não fossem mortos conforme as instruções de Lev 17:2-9, ou que fossem dilacerados, ou tivessem morte natural; eram imundos porque continham sangue e o sangue era proibido, era “imundo”(Lev 17:10-16).

Outro exemplo aparece em Levíticos capt. 13, sobre a lepra; se fosse uma questão de saúde, toda e qualquer doença de pele seria “imunda”; mas não; só certos tipos de lepra eram imundas. 

Se a lepra se espalhava por todo o corpo, e não apresentava carne viva, era “limpa” (Lev 13:12-17). Mas se era uma doença, como pode ser “limpa”? Aliás, falando de lepra, os leprosos ficavam separados por estarem “imundos” e não porque “transmitiam” doenças (Lev 13:46).      

Na bíblia, ficar “imundo” nunca foi sinônimo de ficar doente. Dependendo da doença, ficava-se “imundo”. Nem todo doente estava “imundo”, e nem todo “imundo” estava doente. Até um casal que tivesse relações sexuais, ficavam “SUJOS”, “imundos” até o pôr-do-sol (até a tarde - Lev 15:16-18).


Os “imundos”, não podiam tomar parte dos cultos, não podiam ir à tenda sagrada, nem tocar nada santo, sagrado. 


(Exemplo: Mulher menstruada ou após o parto - Lev 12:1-4).

Quando essas leis foram escritas (a mais de 3.000 anos atrás) não haviam capítulos, versículos ou sub-títulos na Bíblia; o homem moderno é que adicionou isso no século 17. 

Se imaginarmos o (os) pergaminho (s) onde Levíticos foi escrito, veremos um enorme texto sem essas divisões (capítulos, versículos), onde em várias passagens, mas principalmente em um bom trecho (que nós chamamos de capt. 11 ao 15), estão relacionadas as situações de como, ou com o quê se ficava “imundo”, “contaminado”, “sujo”. 

Os animais imundos (ou impuros), Eram uma das coisas, ou uma das formas, pelas quais, o indivíduo se tornava “imundo” ou Seja, ritualmente sujo . Aí aparecem uns adventistas, alegando que, como Levíticos 11 está tratando de comida, então ele se refere a saúde... 

Mas os textos mostram que não era só questão de comer, mas também de tocar. Quem comia ou só tocava, a conseqüência era a mesma: “imundo” até o pôr-do-sol. Agora hoje em dia, já ouvimos até adventistas dizendo que a questão de não tocar era para evitar alergia... Mas a Bíblia nunca falou que quem tocasse um animal morto pegaria alguma doença de pele ou algo parecido, mas que ao pôr-do-sol, estaria “limpo”.  


Tudo faz parte de um grande contexto: A impureza ritual; o sentido era cerimonial, sacro, cúltico... 





quarta-feira, 24 de julho de 2013

QUEM TRAIU JESUS!

QUEM TRAIU JESUS?

JORNAL O GLOBO - PRIMEIRO CADERNO - OPINIÃO - 15 de abril de 2006

Em pleno período da Páscoa arqueólogos apresentam um pergaminho com outra versão sobre o comportamento do personagem Judas. Figura essa de quem se carreou a identificação com os judeus milenarmente associados à acusação de deicídio. Essa era uma das questões mais importantes do documento Nostra Etatae (Nossa Época) articulado sob a liderança de João XXIII e que revia as relações católico-judaicas em suas questões mais básicas. E nada mais básico do que a identificação do judeu com o traidor, o desleal e o infiel.

As teologias têm normalmente a função de responder perguntas iniciadas por "por que": o porquê da vida, da morte, das tragédias e das injustiças. No entanto, qualquer teologia produzida a partir do pronome interrogativo "quem" exige cautela. Isso porque para tal pronome a única resposta sagrada e madura é a que evoca os sujeitos "eu" ou "nós".

Quando da destruição do Segundo Templo e da devastação de Israel pelos mesmos romanos que torturaram e executaram Jesus, a teologia judaica se perguntou: "Quem é responsável por tanta destruição?" E para responder a um "quem?" de forma madura tiveram que corajosamente reconhecer: nós mesmos. Foram as próprias iniqüidades e perversidades do povo que trouxeram as destruições e agruras das quais eram vítimas. 

Em absoluta afinidade com a mensagem profética que cobrava tudo da própria consciência humana, os rabinos lavaram as mãos dos romanos para evitar uma teologia de demonização que só serve para evadir-nos do verdadeiro processo espiritual que é o aperfeiçoamento e o crescimento humano. Não o fizeram como um ato magnânimo e ingênuo de perdão, mas por perceber que não haveria forma saudável de traduzir a tragédia que não fosse assumindo a responsabilidade e evitando a busca da culpa de terceiros.

O pecado original humano é não ter entendido a pergunta que o Criador fez a Adão após comer do fruto proibido. Em vez da pergunta "onde estás?", Adão imerso em culpa pensa tratar-se de uma admoestação iniciada por "quem?". Como uma criança incapaz de assumir a si mesma e seus atos, ele aponta para Eva e esta para a serpente como culpados. Mas a serpente não está fora, muito menos no outro, mas em si. 
Essa é a função messiânica principal: resgatar-nos a responsabilidade que advém da habilidade de responder sem recorrer a outros culpados, a "quem?".

É chegada a hora de selar essa pergunta a não ser que ela seja respondida de forma teológica. Quem matou Jesus? Nós. Muito em particular todos os cristãos. Quem são os sacerdotes colaboracionistas? Os do Templo, mas em particular todos os cleros que para salvar suas instituições sacrificaram indivíduos que pregavam liberdades religiosas, ideológicas ou científicas. Essa é e sempre será a mensagem messiânica: o fim da segregação e da discriminação que nascem na pergunta "quem?". 

O culpado dos males do mundo não é o outro, seja o ladrão, o bastardo, a prostituta, o general ou o sacerdote. Quem Jesus perdoa em seu martírio por não saberem o que fazem não são indivíduos ou grupos específicos, mas o ser humano, a humanidade como um todo.

Um bom cristão que quiser confrontar essa pergunta milenar terá que se reconhecer entre aqueles que não permitem a chegada destes tempos utópicos sonhados pela cultura judaica de Jesus. Terá que se responsabilizar mais do que culpar. Terá que resgatar o Adão que pensava a serpente estar no "outro", quando era parte de si.

Há pouco, num debate na PUC, perguntaram-me como seria o Messias dos judeus. Eu então respondi: seria parecido com Jesus. Afinal é justamente um grupo de judeus que há dois mil anos o identificou como tal. Porque o Messias se traduz por um ser amoroso que não precisa culpar para se redimir, que prefere ser ele mesmo o bode expiatório ao invés de ludibriar sua própria consciência achando que o mal está nos outros.

O Messias para os judeus será alguém como Jesus que virá num dia onde as pessoas não terão que culpar esse Messias e matá-lo. Nesse dia, quando não mais se levantar a insidiosa pergunta "quem?", o Messias de cristãos e judeus (e de todos) terá a mesma essência. Afinal, Jesus morre com a única pergunta santa possível. Ele morre com um "por que?" e não com um "quem?".

Nilton Bonder
Rabino e escritor

sexta-feira, 28 de junho de 2013

...Sobre esta Pedra edificarei a "minha" Igreja! QUAL?

"E eu lhe digo que você é Pedro, e sobre esta pedra edificarei a MINHA IGREJA, e as portas do Hades não poderão vencê-la". (Mateus 16:18 - NVI);




Meditando um pouco neste versículo, famoso por suas implicações históricas e teológicas, gostaria de pensar sobre alguns detalhes que vejo em relação a ele.

Jesus, como Mestre que era, gostava de fazer seus discípulos pensarem e não se levarem por opiniões alheias e muitas das vezes destituídas de fundamento. 

A opinião "popular" não deve (pelo menos não deveria) ser a opinião "final" a respeito de algo ou alguém. Questões sobre Jesus e sua natureza, por exemplo, se resolvem na bíblia e não em opiniões de pessoas!


Jesus na ocasião perguntou aos discípulos o que o povo pensava a seu respeito e o que os próprios discípulos pensavam sobre Ele.

Diante das respostas, Pedro faz então a famosa afirmação, revelada pelo próprio Pai: 

"Tu és O Cristo, o Filho de Deus Vivo" !

Mas, o que quero chamar a atenção é a resposta que Jesus lhe deu, ao afirmar...EDIFICAREI A "MINHA" IGREJA.....


Na atualidade, diante de tantas igrejas, cada uma com suas doutrinas e nomes, eu gostaria de perguntar a Jesus: A qual igreja o Senhor estaria se referindo?

Se a igreja é comparada à uma mulher no matrimônio (Efésios 5:25), tendo Cristo como "cabeça" e  "salvador" do corpo (Efésios 5:23), aí a figura de linguagem utilizada por Paulo fica ainda mais difícil de ser compreendida hoje, pois ninguém em sã consciência diria que Jesus teria hoje "muitas mulheres" (diga-se igrejas).

Olhando para os dias de hoje, visto que todas as igrejas formadas diferem entre si em questões variadas, principalmente em questões doutrinárias, tenho dificuldade em aceitar que Jesus tenha como "esposa" muitas ou algumas destas igrejas atuais.

Infelizmente, o que constato é que a Igreja se transformou numa "instituição" e esta transformação a fez se dividir em inúmeras outras. É como se olhássemos um trem entrando no túnel e quando saísse ao invés de um, veríamos muitos outros trens.










Nesta transformação, a IGREJA - INSTITUIÇÃO [1] -  arroga para si o direito de criar normas e de ser a "mediadora" entre o homem e Deus, papel que cabe exclusivamente ao Senhor Jesus (Cf. 1 Tim. 2:5). Eu digo, por experiência: Os cristãos de hoje pensam que se você está desligado da igreja, está desligado de Deus! 
Esqueceram que a mediação vem de cima para baixo, não o contrário! 

Tantas pessoas que se "matam" para seguirem essas doutrinas humanas, pensando estar agradando a Deus e pensando que dessa forma alcançarão o favor divino...Pena que não podem enxergar que isto não os fará alcançar o favor de Deus, porque não querem enxergar, estão demasiado "cheias" e "satisfeitas" para isto!

Seus pastores procuram "justificar" suas funções eclesiásticas defendendo a qualquer custo suas doutrinas, mesmo em sacrifício da verdade. Mesmo se compreenderem que as escrituras ensinam algo diferente, não podem aceitar, pois a Instituição paga seus salários...

Estas normas que a Igreja criou, em minha opinião são como "cercas" que os líderes impuseram aos liderados. Nem sempre elas estão fundamentadas nas escrituras e quase sempre elas são fruto de falta de base bíblica, sem serem analisadas em todo o seu contexto.

Por experiência, percebo com pesar que a maioria das pessoas que estão dentro dessa "cerca doutrinária", parece que estão felizes, não querem sair, estão felizes com a pouca "luz" que recebem, pois ao serem confrontadas com um ensino de Cristo (uma Luz maior) que se contradiz com o que elas aprenderam, logo tratam de se evadirem e de emitirem as mais diversas opiniões e justificativas...infelizmente! Elas ainda não se deram conta de que a "cerca" é feita de barbante, portanto frágil e fácil de ser arrebentada!

Há ainda outro detalhe: No meio dito "cristão", entre uma igreja e outra há muitas rixas que as faz se rejeitarem. E isso quando não dizem (como já ouvi algumas vezes) que apenas suas doutrinas é a que estão corretas ou apelam para um suposto tradicionalismo histórico!

DEUS está longe deste tipo de coisa!! Uma sábia frase que ouvi de uma pessoa!

Há ainda a divergência entre escolas e seminários. Se algum defende uma teologia mais voltada para o aspecto interdenominacional não é visto com bons olhos, pois para certos seminários, a "sua" teologia é a correta. Será?   

Eu não tenho problema nenhum com a Igreja (esta que nas escrituras é designada como a "Assembléia dos chamados para fora". Mas, tenho todos os problemas com esta igreja que se tornou uma instituição cheia de normas e regras que é "consagradora da vida dividida dos indivíduos" (Hegel).

Mas duvido muito e desafio a qualquer um, que a Igreja (Ekklesia) possa estar contida nas Igrejas (Instituição) da atualidade....com todas as suas divisões e rixas!! 

Por isso fica a pergunta e cada um reflita consigo mesmo:

Diante da diversidade doutrinária, UMA BÍBLIA MAS MUITAS IGREJAS, quem em nosso tempo é de fato a "Esposa de Cristo"? Quem em nosso tempo pode ser chamada por Cristo de "minha igreja"? 

Fica aí este pensamento para os meus irmãos cristãos!



MARCELO VALLE 


NOTAS

[1] Quando digo IGREJA-INSTITUIÇÃO, me refiro a Igreja Católica e todas as chamadas igrejas evangélicas protestantes, sejam elas tradicionais ou não.






domingo, 16 de junho de 2013

MENTIRAS QUE SE PERPETUAM COMO VERDADES

 
ISAÍAS 14:12 ensina a suposta "Queda de Lúcifer"?


A cada dia que estudo a bíblia e sua história, percebo o quanto alguns homens "manipularam textos" e inculcaram "mentiras" nas mentes das pessoas, mentiras essas que permanecem até hoje e que só se poderiam arrancá-las se tão somente elas se dispusessem a avaliar sua crença sem idéias pré-concebidas. Um princípio fundamental no meio cristão deveria ser o da liberdade de pensamento e de questionamento.

Não é errado fazer isto. Errado é conhecer a verdade sobre um determinado assunto, sobre algum ponto específico e ainda assim permanecer crendo na mentira, por simples motivação de defender sua crença particular e sua denominação, a qual paga seu salário. Quando não é isto, defende seu status na denominação a qual pertence.....Será que estes querem mesmo conhecer a verdade?

Muitos crentes, porém, se apoiam nesta questão de que "o espirito de Deus" os guia a toda verdade e com isso não pesquisam as escrituras a fundo, a fim de encontrar esta mesma verdade, sendo isto a meu ver um erro crasso que cometem. 

Se o espírito de Deus fosse mesmo o "guia" destas pessoas, porque há tanta divergência de interpretação bíblica? Não há uniformidade no espírito de Deus? Ou seria falta de um estudo sério e embasado das escrituras? A resposta fica em cada consciência. 


Mentiras, de tanto serem repetidas, se perpetuam como verdades. Uma dessas mentiras é dizer que Lúcifer é um anjo caído e que sua "suposta queda" encontra base em Isaías 14:12 . Nada mais longe da verdade!!!

Quem disse que Lúcifer é o nome de um anjo caído? Onde está este nome na bíblia? Ainda, quem disse que Satanás é o próprio Lúcifer?


Os cristãos ficariam surpresos ao saber que o Novo Testamento chama JESUS de Lúcifer! É verdade e vamos provar!


No texto bíblico de Isaías 14:12, quando Jerônimo[1] traduziu esta passagem da bíblia hebraica para o latim (por ordem do papa Dâmaso I), verteu a frase "estrela da manhã" como "Lúcifer". Veja o texto logo abaixo.


Por causa disto, todas as vezes que algum cristão lê esta passagem pensa que há uma referência ao "anjo que caiu do céu" e sua mente é imediatamente direcionada a Satan. 

Nem o texto em latim, nem o texto hebraico faz referencia à Satan, muito menos a algum rebelde que caiu literalmente do céu.


TEXTO EM LATIM VERTIDO POR JERONIMO:[1]


"Quomodo cecidisti de caelo, lucifer, fili aurorae? Deiectus es in terram, qui deiciebas gentes" (Isaías 14:12).






TEXTO EM INGLÊS DA KING JAMES VERSION [2]



"How art thou fallen from heaven, O Lucifer, son of the morning! {how} art thou cut down to the ground, which didst weaken the nations {O Lucifer: or, O day star}" . (Isaías 14:12)


Obs.: Veja que a KJV (Versão do Rei Tiago de 1611) traz a palavra "Lucifer" e abaixo entre chaves uma alternativa para a frase: Ou Estrela do Dia. {Or day star}.


O QUE SIGNIFICA A PALAVRA LÚCIFER?


É uma palavra do latim (Lux Fero) que quer dizer "portador de Luz". O substantivo Lúcifer ocorre seis vezes na Vulgata, versão latina da Bíblia, e uma vez em algumas traduções da bíblia em língua portuguesa. 

Infelizmente, este termo ganhou uma conotação inapropriada e as pessoas não gostam de utilizá-lo por causa da ideia que nos foi passada, como sendo referencia ao diabo da crença popular; 

Faço então o seguinte questionamento:

Onde e quando "satan" poderia ser "portador de Luz" como é definido no termo em questão?






Interessante é que esta mesma palavra latina foi utilizada na bíblia EM PORTUGUÊS fazendo referência à Jesus: Veja:



2 PEDRO 1:19 ( EM LATIM )



"et habemus firmiorem propheticum sermonem cui bene facitis adtendentes quasi lucernae lucenti in caliginoso loco donec dies inlucescat et LUCIFER oriatur in cordibus vestris" (2 Pedro 1:19).



2 PEDRO 1:19 ( EM PORTUGUÊS )



"E temos, mui firme, a palavra dos profetas, à qual bem fazeis em estar atentos, como a uma luz que alumia em lugar escuro, até que o dia amanheça, e a ESTRELA DA ALVA apareça em vossos corações". (2 Pedro 1:19).[3]



2 Pedro 1:19 traz em grego a palavra PHÓSPHOROS (TRAZEDOR DE LUZ). O termo era empregado no grego clássico para a "estrela da alva", ou seja, o planeta Vênus (Liddel-Scott, 1968) que precede a Aurora. (Grifos Meus)


Em Isaías 14:12 é um título que se aplica ao Rei de Babilônia, cuja queda Isaías proclama. O Hebraico aqui é HÊLEL - "estrela brilhante", "estrela da manhã". [4] (Grifos Meus)






A VULGATA DE JERONIMO








Na tradução antiga feita por Jerônimo, a palavra Lúcifer aparece em Apocalipse 22:16, mas na revisão da Vulgata feita depois, que ficou conhecida como Nova Vulgata, retiraram a palavra e a substituíram pela expressão Stella Splendida Matutina, que em português ficou como a RESPLANDECENTE ESTRELA DA MANHÃ. 


Obs: O VERSÍCULO FAZ REFERÊNCIA A JESUS, NÃO A SATANÁS



APOCALIPSE 22:16 EM LATIM



"Ego Iesus misi angelum meum testificari vobis haec super ecclesiis. Ego sum radix et genus David, STELLA SPLENDIDA MATUTINA". 




APOCALIPSE 22:16 EM PORTUGUÊS


"Eu, Jesus, enviei o meu anjo, para vos testificar estas coisas nas igrejas. Eu sou a raiz e a geração de Davi, a RESPLANDECENTE ESTRELA DA MANHÃ". [5].


E, por que mudaram? Simplesmente porque não quiseram mais conectar esta expressão ao nome de Jesus, pois o nome Lúcifer está associado "tradicionalmente" no cristianismo à Satan. No lugar da palavra lúcifer, que até então era usada tranquilamente para se referir à estrela, ele utilizou "stella splendida matutina". Semanticamente é a mesma coisa. Pois a frase "stella splendida matutina", em latim, pode ser resumida em uma palavra - Lúcifer. 



O Rei de babilônia "caiu" do céu? Como assim?


"Cair e subir ao céu" não tem um significado necessariamente literal em algumas passagens. Embora Isaías esteja falando de um monarca humano, não está dizendo que ele caiu do céu "literalmente", pois seres humanos nunca caíram do céu. Este tipo de linguagem denota uma queda metafórica. Por exemplo:


Mateus 11:23 - E tu, Cafarnaum, porventura serás elevada até o céu? até o inferno descerás; porque, se em Sodoma se tivessem operado os milagres que em ti se operaram, teria ela permanecido até hoje.

Veja, que a cidade de Cafarnaum seria "elevada" até o céu e depois "desceria" ao inferno. Mas, como ela seria "elevada" e como ela "desceria"? Metaforicamente, é óbvio.

Se trata de "figura de linguagem" e aqui Jesus utiliza a "hipérbole", exagerando a descrição para enfatizar a reprovação de sua mensagem. "Queda" também pode conter a definição de "rebeldia contra os desígnios de Deus".


O contexto, portanto, pede para que eu interprete esta "queda" de um monarca humano e de fato no contexto isto está indicado claramente: 



Acompanhe a sequencia do texto de Isaías e descubra de quem o profeta está falando



Isaías 14:4 - Proferirás esta parábola contra o rei de Babilônia, e dirás: Como cessou o opressor! como cessou a tirania!


Isaías 14:9,10 - O Seol desde o profundo se turbou por ti, para sair ao teu encontro na tua vinda; ele despertou por ti os mortos, todos os que eram príncipes da terra, e fez levantar dos seus tronos todos os que eram reis das nações. Estes todos responderão, e te dirão: Tu também estás fraco como nós, e te tornaste semelhante a nós.


Os príncipes da terra afirmam que este é semelhante a eles...


Isaías 14:12b - como foste lançado por terra tu que prostravas as nações!


Como assim prostrava as nações? Satan não caiu do céu antes de haver nações na terra e tentou Adão?


Isaías 14:16b - É este o varão que fazia estremecer a terra, e que fazia tremer os reinos?


Que reinos? Já existiam? Satánas é um "varão" (homem)?


Isaías 14:19,20 - Mas tu és lançado da tua sepultura, como um renovo abominável, coberto de mortos atravessados a espada, como os que descem às pedras da cova, como cadáver pisado aos pés. Com eles não te reunirás na sepultura; porque destruíste a tua terra e mataste o teu povo. Que a descendência dos malignos não seja nomeada para sempre!



É possível "matar à espada um ser espiritual? Como?


Isaías 14:22 - Levantar-me-ei contra eles, diz o Senhor dos exércitos, e exterminarei de Babilônia o nome, e os sobreviventes, o filho, e o neto, diz o Senhor.

Exterminarei o nome de quem? Babilônia ou de "Satanás"?



Jerônimo utilizou o nome "Lúcifer" para se referir ao Rei de babilônia (comprove na referencia indicada), e hoje os cristãos transformaram o Rei de Babilônia no "Anjo que caiu do Ceu" - Quanta injustiça!! [6]


COMO SE LIVRAR DO ERRO DE INTERPRETAR ISAÍAS 14:12 COMO SENDO REFERENCIA A QUEDA DE ALGUM ANJO REBELDE?


1 - Analisar o contexto do capítulo. Este contexto começa no capítulo 13, passa pelo 14:4 e pelo capítulo 21 e depois nos capítulos 46,47 e 48 de Isaías.


2 - Observe que Isaías faz referencia em seus capítulos à quedas de diversas nações estrangeiras (veja por exemplo o capítulo 19, onde Isaías faz uma profecia contra o Egito). No capítulo 13, a profecia é dirigida contra a nação de BABILÔNIA. (Is. 13:19).



CONCLUSÃO


Isaías 14:12 não faz referencia, em hipótese nenhuma, a suposta queda de um anjo rebelde, mas sim a queda de um orgulhoso rei humano e sua nação.

É imperativo seguir o contexto sem idéias pré-concebidas para alcançar uma interpretação mais coerente com o texto bíblico.


Sigamos neste caso o conselho de Pedro: A palavra dos profetas é um guia seguro para se chegar a iluminação do conhecimento de Cristo, "até que raie o dia e surja - (LUCIFER)- a estrela da alva em nossos corações" (2 Pedro 1;19 - BIBLIA DE JERUSALÉM)



MARCELO VALLE


NOTAS:






[4 ]Dicionario Internacional de Teologia do Novo Testamento. COLIN, Brown, LOTHAR, Coenem 2a Ed. - Sao Paulo - Vida Nova, 2000, pág 1225 - ARTIGO: LUZ

[6] http://www.vatican.va/archive/bible/nova_vulgata/documents/nova-vulgata_vt_isaiae_lt.html#14